junho 28, 2007

TORMENTO


expressão visual por Frederico Fonseca

Atormenta-te o temor
Desse tumor que é o tempo
Esta teia que te tece
Até no túmulo tombares.

Tu e todos os teus eus.

Mário Lisboa Duarte
in poezine Debaixo do bulcão nº 30

junho 18, 2007

CAIS

Oh Leonor
Se sonhasses a falta que me faz teu ser poema
Perfume fresca flor em ode pura
Sorriso embriagado em canção
Fontes pretexto devaneio sem fim
Ignorância feliz coroa de lírios colhidos
Na margem do rio que te lava a essência

Mas Leonor
Somos o que somos
A urgência do minuto
Está na hora
A noite é curta
Volta para casa Leonor
Deita-te junto a mim

Agora

Não te prometo promontório
Quanto muito ancoradouro.

Mário Lisboa Duarte



expressão visual por Frederico Fonseca

junho 06, 2007

ÂNSIA


expressão visual por Frederico Fonseca


- Ânsia -
Não de um amanhecer que te traga
Os primeiros raios de luz.
Com estes vêm os primeiros filhos da puta
Que te repisam e te aleijam
Que se torcem e bracejam
Como se tudo não passasse
De uma matança premeditada.

(E os super-primatas que cospem no chão,
Que batem punhetas e te apertam a mão)

- Ânsia –
Não de um anoitecer que te traga
Os primeiros lastros de lua.
Com estes vêm os últimos filhos da puta
Que te consomem e te regurgitam
Com os seus olhos atordoados
Por mais de mil fármacos mensais.
No meio fica a ânsia de tudo o resto
Que não consegui nomear.
Por vezes, torna-se ânsia
De nem sequer acordar.


Mário Lisboa Duarte

junho 05, 2007

O MICRÓBIO

Novo espaço de tertúlia bastante prometedor.

nocivo
corrosivo
incisivo

Aceitam-se novos membros com vontade suficiente de contaminar, usando a palavra, a imagem e afins.

www.microbiomegalomano.blogspot.com


expressão visual por Frederico Fonseca