"Se uma mínima do conde incomoda muita gente, vinte e cinco mínimas incomodam muitas mais"
Clemente Listopad, in As Bodas de Canãa, Manual de Crítica Literária
Em Micróbio Megalómano
março 12, 2009
fevereiro 13, 2009
janeiro 19, 2009
Mensagem Anti-Pessoas
Um dizia estar farto de semi-deuses
Outro haver metafísica bastante em não pensar em nada
Outro ainda dizia não chorar por nada que a vida traga ou leve
E um outro que ignorar que vivemos cumpre bastante a vida
Ao que outro dizia ser a hora!
Eu afirmo não confiar em nenhum deles.
(Até prova em contrário)
Mário Lisboa Duarte
Outro haver metafísica bastante em não pensar em nada
Outro ainda dizia não chorar por nada que a vida traga ou leve
E um outro que ignorar que vivemos cumpre bastante a vida
Ao que outro dizia ser a hora!
Eu afirmo não confiar em nenhum deles.
(Até prova em contrário)
Mário Lisboa Duarte
janeiro 11, 2009
dezembro 15, 2008
A uma tela que se achou no Grande Incêndio dos Armazéns
Silêncio ocasional compõe agora
as partes de um todo entrecortado
pelo último suspiro da crepitação
Contam-se as coisas
pelas lágrimas que se apagam
à nascença
Do que se consegue achar com pulso
fumo, fuligem, amargura, esquecimento,
E uma paisagem em tons de cinza-esperança
Com um pássaro vago no canto
Espécie de vírgula acidental
Em poema escrito a lume
Mário Lisboa Duarte
as partes de um todo entrecortado
pelo último suspiro da crepitação
Contam-se as coisas
pelas lágrimas que se apagam
à nascença
Do que se consegue achar com pulso
fumo, fuligem, amargura, esquecimento,
E uma paisagem em tons de cinza-esperança
Com um pássaro vago no canto
Espécie de vírgula acidental
Em poema escrito a lume
Mário Lisboa Duarte
setembro 29, 2008
PSICOFAGIA
Somos o que lemos
Num processo trifásico
De Automação Industrial
Lemos, digerimos, escrevemos
Somos o que comemos
Num processo transpessoal
De psicofagia do conhecimento
Moldamos palavras entredentes
Lemos o que comemos
Comemos o que lemos
Somos o que somos
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte







Expressões Visuais por Frederico Fonseca
Performance de Vítor Rodrigues
Num processo trifásico
De Automação Industrial
Lemos, digerimos, escrevemos
Somos o que comemos
Num processo transpessoal
De psicofagia do conhecimento
Moldamos palavras entredentes
Lemos o que comemos
Comemos o que lemos
Somos o que somos
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
Expressões Visuais por Frederico Fonseca
Performance de Vítor Rodrigues
setembro 28, 2008
Ich Liebe Ein Berliner








Iconoclastia por Pete Silas
"Há por aí muitos portugueses
Que não percebem, ou que dizem não perceber o porquê de vender bolas de berlim com creme ou sem creme. DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA! Alguns há que afirmam que a bola sem creme é o bolo do futuro! DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA! E há também outros que dizem que uma bola sem creme pode realmente ser tão saborosa quanto uma bola com creme. DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA! E há ainda por aí uns poucos que afirmam a pés juntos que as bolas de berlim sem creme, embora sejam menos saborosas, permitem-nos viver uma vida mais saudável, evitando males como salmonelas, obesidade, entre outros flagelos da nossa era. A eles respondo: DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA!
O creme que a acompanha pode trazer imensas calorias e a bola assim confeccionada pode não ser muito saudável. Mas nunca ninguém ouviu contar que alguém possa ter morrido engasgado de comer uma simples bola ao princípio da manhã antes de entrar para o trabalho, ao final da tarde, após sair do trabalho. Quero deixar aqui expresso, em nome de todos os cidadãos portugueses, mesmo aqueles que vivem, estudando e trabalhando além fronteiras, distantes das nossas praias e das nossas pastelarias, que devemos ter o maior orgulho nas bolas com creme de pasteleiro, em lugar das cópias que por aí andam, sem traço epifânico que as possa salvar da secura que causa ao paladar. Não conheço nenhuma outra bola, venha ela da Alemanha, do Reino Unido, da Islândia, da Croácia, da Polónia ou de Israel, tão saborosa e deliciosa como a nossa cremosa berliner portuguesa! Tirar-lhes o creme, como outrora disse a grande guru da culinária, Filipa irá com Deus, é tirar-lhes a Alma, não somente uma ofensa ao paladar português, como aos milhares de turistas que anualmente prestam visita ao nosso país! É o verdadeiro causador da baixa significativa de pessoas nas pastelarias, nas praias, nos cafés.
O que serve para este bolo, serve para todos os outros confeccionados com o mesmo creme. Enquanto continuarem a insistir em vender bolas de berlim sem creme de pasteleiro, nunca poderemos saborear verdadeira e livremente os prazeres desta vida. Somos livres de escolher, e como tal, somos livres de consumir quanto creme nos apetecer.
Assim sendo e para finalizar, deixai-me por fim pedir-vos que abram os olhos e o paladar para o creme de amanhã, um creme hoje em vias de extinção, mas amanhã livre de perigo, vivendo em prosperidade com quem realmente o aprecia e o coloca no lugar que merece: na primeira fila das montras das pastelarias, bem como nas caixas dos vendedores da praia.
A liberdade deve ser um dado adquirido, e quando um bolo se torna proibido, todos os outros lhe seguem o rasto. Só com a liberdade poderemos seguir em frente, esperando o dia em que a berliner com creme de pasteleiro seja a supra-sumo de todas as berliners do mundo. Quando esse dia finalmente chegar, e chegará, os verdadeiros apreciadores poderão finalmente regozijar-se, de papo para o ar ou na esplanada do café sem fazer nada, a não ser, degustando uma cremosa Bola de Berlim, como faziam de há anos a esta parte.
Todos os homens livres, independentemente de onde vêm e de onde vivem, são cidadãos Berliner. E como homem livre que sou tenho orgulho nas palavras “Ich liebe ein Berliner”. De preferência, com creme."
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
Performance por Ricardo "Formiga"
setembro 26, 2008
setembro 18, 2008
É já amanhã...
setembro 17, 2008
setembro 16, 2008
setembro 11, 2008
1º Grandioso Encontro de Pastelaria Marginal Portuguesa

Caríssimos (as),
É com imenso prazer que vos convidamos para o 1º Grandioso Encontro de Pastelaria Marginal Portuguesa.
Face à grave política nacional no que diz respeito ao horário de fecho dos bares, decidimos não retaliar e, ao invés, acelerar as recentes medidas governamentais. Esta antecipação passará por transformar um majestoso bar de jazz com cerca de 30 anos e transformá-lo, do dia para a noite, numa fabulosa pastelaria.
Haverá bolos para todos os gostos: compridos, curtos, altos, baixos, assim-assim, redondos, octogonais, rectangulares, com creme e sem creme, com folhas e sem folhas, etc.
Dia 19 de Setembro, pelas 24:00, no Manel Bar, Praia de Santa Cruz, Torres Vedras
Traga um amigo e um guardanapo.
Até lá
Melhores cumprimentos
Margem d' Arte
www.margemdarte.blogspot.com
margemdarte[at]gmail.com
agosto 27, 2008
Manhã (A)
Ao Alexandre Nave

Expressão visual por Frederico Fonseca
Noite reluzente de bruma
Um barco vago em horizonte longo
Como gato-lua de neve-cheia
No sorriso da rebentação
Arca fúnebre recordando no vazio
Jardins outrora em flor
Agora olvidados pelo primeiro raio
De um amanhã ser refulgente
Na chuva
Nua
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte

Expressão visual por Frederico Fonseca
Noite reluzente de bruma
Um barco vago em horizonte longo
Como gato-lua de neve-cheia
No sorriso da rebentação
Arca fúnebre recordando no vazio
Jardins outrora em flor
Agora olvidados pelo primeiro raio
De um amanhã ser refulgente
Na chuva
Nua
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
julho 06, 2008
junho 30, 2008
junho 17, 2008
PRECAUÇÃO
À Raquel Sousa
Shhh...
Acautela os teus passos
Ao dobrar as trinta esquinas
Do bairro que ousaste construir
Crava as mãos na parede
- Nem que a tinta te desunhe -
Do outro lado da rua
Corre um rio rápido
Em tons de cinza escuro
E tu, pequena pintarola perdida
Espécie de peixe no mar
Sem o ser
Mário Lisboa Duarte

Expressão visual por Frederico Fonseca
Shhh...
Acautela os teus passos
Ao dobrar as trinta esquinas
Do bairro que ousaste construir
Crava as mãos na parede
- Nem que a tinta te desunhe -
Do outro lado da rua
Corre um rio rápido
Em tons de cinza escuro
E tu, pequena pintarola perdida
Espécie de peixe no mar
Sem o ser
Mário Lisboa Duarte

Expressão visual por Frederico Fonseca
maio 12, 2008
Minguante nº 10

PRESCRIÇÃO
(Repita tudo
Ao acordar
Outra vez
Respire bem fundo rodopiando no seu próprio engenho. Sentirá todo um mundo novo. Ficará surpreso, a princípio. Extasiado.
Depois)
– O problema são os passos, sempre os passos.
Quando tudo recomeça, redesenhando-se na regurgitação febril dos passos na chuva. Vomitar no passo largo os rostos enlameados. Ganhar algum tempo perdendo algum espaço – (im) passe –
(Repita de novo. Outra e outra vez.
Duas tomas diárias.
Num quarto de água.
Ao deitar)
Mário Lisboa Duarte
Aqui
maio 04, 2008
DA DOR DE SER
abril 10, 2008
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