julho 12, 2007

BICEFALIA

De um braço do meu tempo
Ao seu antípoda
Vai a distância de um abraço
E eu
Ao centro
Em constante divisão bicéfala
Ora na distante e delével bacidez
Ora na promíscua premonição do porvir

Mário Lisboa Duarte



expressão visual por Frederico Fonseca

3 comentários:

vértice avulso disse...

até hoje, é o meu favorito (bis)

- didascálias de leitura> a voz é enunciada sem bicefalismo -

atrás dessas janelas há arcas de ecos pessoanos*

Sarracenia purpurea disse...

A fotografia está espectacular :) e o poema não lhe fica muito atrás!
Beijo

Paula Raposo disse...

Sem dúvida! Um belo poema...